Era uma vez um 5 on 5. Mas o projeto cresceu e, de agora em diante, temos uma nova integrante e somos 6:  a Maru resolveu participar, para a felicidade de todas nós. O grupo ainda não está completo – somos 8 –, mas tenho esperanças de que um dia a gente consiga fazer algo que envolva todas as kaleidoscopes.  :14:

Quase que as fotos deste mês não saíram! Ainda estou bem doente, e isso atrapalhou meus planos. Queria ter aproveitado o final de semana para tirar fotos no parque, ou algo assim. Mas não me sinto disposta nem para ir até a padaria da esquina, quem dirá andar pelo parque com sol na cabeça. Sem contar que minha cara está deplorável, com olhos inchados, nariz vermelho e olheiras maiores que o normal.

A saída foi encontrar pequenos detalhes no meu quarto e fotografá-los. Queria que as fotos ficassem bem coloridas, pra ver se me animo um pouco. Afinal, depois de quase uma semana de molho em casa, todo e qualquer incentivo é válido. Nem que seja um pouquinho de cor na minha rotina. Posso não estar 100% curada, mas não aguento mais ficar deitada na cama e tomar sopa – parece até que estou em outro fuso horário ou que todos os dias são domingos.

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Essa aqui é em homenagem à Maru, estrelinha que se juntou à constelação

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Continue seguindo a corrente e veja as fotos da Del  :07:

PS. Meu post acabou não saindo no horário programado e quebrei a corrente. Mas vocês me perdoam, não é? Assim que cheguei do trabalho corri para editar e ver o que tinha acontecido.

PPS. Notaram algo de diferente? Agora o blog tem um layout novo (e lindo!), presente da Maru~ Se não mudou – ou se está aparecendo desconfigurado – por aí, sugiro que limpe os cookies/cache do navegador. :10:

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Homestuck

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01 May, 2013

Justo no feriado, meu corpo decidiu ficar doente. Paciência, minha imunidade é uma droga mesmo. Como acabei trancada dentro de casa, sem nada para fazer, decidi criar uma playlist inspirada (isso foi total inspiração nas playlists lindas da Maru). Percebam que não tenho o talento dela e que o 8tracks me odeia – tentei inutilmente adicionar várias músicas lá, mas ele se recusou. O começo até está bacaninha, mas do meio para o final final a seleção de músicas acabou sendo bem no improviso. Apenas peguei várias músicas que tinha escutado hoje no aleatório e procurei se já existiam no 8tracks.

Homestuck from yasmin.wilke on 8tracks Radio.

Combina com livros, chá, fim de tarde, edredons macios e cheesecake. A boa notícia: vou na casa da minha amiga comer cheesecake logo menos. A má notícia: não consigo engolir nada sem fazer caretas de dor. Mas até parece que isso vai me impedir.

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“Antes de começar a entrar em detalhes sobre mim, acho melhor ir contando alguns outros fatos:
1. Quando tinha 19 anos, Bob Dylan já era veterano da noite do Greenwich Village, em Nova York;
2. Salvador Dalí já tinha pintado uma porrada de quadros sensacionais e se rebelado quando fez 19 anos;
3. Joana D’Arc era a mulher mais procurada e caçada no mundo quando tinha 19 anos, tendo criado uma revolução;

Daí vem Ed Kennedy, também com 19 anos de idade… Um pouco antes do assalto lá no banco, eu já estava fazendo um balanço geral da minha vida.
Taxista – pra conseguir este emprego, tive que mentir na idade. (É preciso ter no mínimo 20 anos.)
Não segue carreira nenhuma.
Não tem o menor respeito na comunidade.
Porra nenhuma.” – Eu sou o mensageiro, Markus Zusak

Eu tenho 21 anos. Vocês podem dizer que ainda tenho a vida inteira pela frente, mas ó, tem dias que me sinto exatamente assim. Quando tinha cerca de 20 anos (não lembro agora se ele tinha 20, 21 ou qualquer coisa do tipo), Leonardo Sakamoto estava no Timor Leste, cobrindo o conflito armado contra a invasão indonésia. Virou seu trabalho de conclusão de curso na faculdade de jornalismo. Com 20 anos, Gabriela já tinha saído da casa dos pais e morava sozinha. Ela já era a minha mãe, estava terminando a faculdade e trabalhava desde os 14 anos. E esses são apenas dois exemplos, que de certa forma fazem parte da minha realidade (no caso da minha mãe, totalmente, mas enfim). Se fosse para citar gente famosa, ficaria só nisso para sempre.

Às vezes me sinto realmente deprimida com a minha vida. Como se tudo isso fosse sem propósito, como se não fizesse diferença nenhuma. E aí fico pensando em como o Ed mudou a vida de tanta gente (nem que fosse algo momentâneo). Tá bom que é uma obra de ficção e ninguém recebe cartas de baralho pelo correio, ainda mais para jantar com velhinhas simpáticas, levar surra de irmãos, tomar sorvete com uma jovem mãe ou colocar luzinhas de Natal na casa dos outros.

Na vida real, não tem essa de chamado da aventura, não tem jornada do herói. Tem o cotidiano. Pode até ser pontuado por acontecimentos incríveis, significativos ou simplesmente legais, mas ainda é o nosso feijão com arroz de todo dia. Como fazer com que isso tudo valha a pena?  Fico sempre com aquela sensação incômoda de que a gente tem que ir atrás, porque a vida é agora. Porque a vida está passando.

No livro, o Ed percebe que ele era a maior mensagem de todas e que se tornou uma pessoa melhor (desculpa se soou como spoiler, mas o título do livro já diz isso. Minha consciência não pesa). Mas e do lado de cá? Como saber se estamos fazendo a coisa certa ou não?

Eu não sei. Você não sabe. Sinceramente, ninguém nunca vai responder essa pergunta. A única coisa que sei é para começar, tenho que parar de abraçar sentimentos ruins e de remoer tudo aqui dentro. As coisas podem mudar quando eu sair da inércia. Mas vou parar minhas divagações por aqui, antes que isso se pareça (ainda mais) com um texto de autoajuda.

PS. Este post originalmente era sobre a aula magna que o Sakamoto fez na minha faculdade há mais de um mês, mas bem, deixa pra lá.

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